Acabei de voltar da palestra que a ex-candidata à presidência da república Marina Silva fez aqui na minha cidade e eu estou arrasada. A palestra, em si, foi magnifica: Marina fala com excelência e propriedade, e o bonito é que tais atributos não foram adquiridos em cadeira de universidade, com conhecimentos teóricos de anos de estudo; Marina possui autoridade no assunto sustentabilidade por experiência de vida. Isso estudo algum supera.
A primeira palestra, que antecedeu a dela foi muito boa, um homem simples conseguiu ser presidente de uma organização da cidade e faz de tudo para que a cidade dele se torne melhor e as ações dele estão mudando a vida de várias famílias.
Essas duas pessoas têm algo em comum: a vontade de ver o mundo melhor. E as duas tem a coragem e o desejo de serem os agentes causadores dessa mudança. Hoje em dia, quase ninguém se importa muito com essas questões ambientais, e boa parte das que se importam são apenas por status.
Ninguém era obrigado a estar lá. Se a questão fosse garantir horas extra curriculares, era muito simples ter entrado, passado o cartão e se retirado do local. Mas tem gente que não perde a oportunidade de se sentir superior, de se mostrar ser mais que outras pessoas.
Tive a infelicidade de me sentar atrás de duas [na falta de um adjetivo apropriado] coisas. Dois sujeitos que não mediam esforços pra reclamar de quão chata e insuportável as palestras estavam. Ora, se estava tão ruim assim, levantasse seu ser magnífico da cadeira e fosse embora. Mas não, "tá ruim aqui, mas a gente pode ver a bunda das menina quando elas passa". Claro, como não havia percebido isso? São homens, possuem suas necessidades. Estavam certíssimos. Quem se importa com a questão ambiental, não é mesmo? Que se dane o futuro, eu sou bom demais pra que umas arvorezinhas a menos me façam mal. Claro.
Estaria até um pouquinho satisfeita se de todas as pessoas que estivessem lá só essas duas fossem um completo desastre pra humanidade. Mas não. Sem exagero, 70% da platéia não estava nem aí para o que era dito. Tudo bem não se interessar pelo assunto, mas atrapalhar? Conversar muito alto? Tirar a atenção das pessoas que estavam interessadas?
Se alguém tivesse realmente tentado prestar atenção, certamente veria que as duas palestras foram palestras excelentes, que possuíam essência. Palestras tão incríveis que várias vezes fiquei emocionada. Não era um assunto superficial e até entendo que algumas pessoas não se interessassem, porque na verdade, existem muitas pessoas superficiais que simplesmente não são capazes de absorver coisas um tantinho mais profundas. Entendo, tem gente que não sabe usar o cérebro que tem. Ok.
Posso parecer chata e "velha" por ter esse tipo de pensamento. Mas ninguém perde nada sendo um pouco educado. Como diz meu professor, muita gente pode não ter nascido em berço de ouro [e berço de ouro não significa, aqui, nascer em uma família abonada, mas sim em uma família que possui valores], a gente entende, acontece. Mas se tem gente que não tem educação, que pelo menos finja que tenha. Não custa nada.
Estou profundamente envergonhada por fazer parte do grupo, porque querendo ou não, sou aluna da instituição e, se formos generalizar, eu estou incluída no meio. Mas também, fico um pouquinho mais feliz por saber que essas pessoas inescrupulosas não são da minha área, pelo menos.
Como dizem por aí: vergonha alheia define.
Coração Vagabundo
30 de maio de 2012
6 de maio de 2012
Maio, maio.
Pra quem adora um friozinho e esperou incansavelmente pelo início do mês de Maio, ele tem se mostrado um tanto quanto ingrato para quem tanto o quer bem. Logo no primeiro dia do mês, Paula, prima do Matheus Lindo, sofreu um acidente grave e todo mundo ficou meio chocado. A gente costuma ver acidentes na televisão e nunca pensa como seria se um atingisse alguém próximo, como aconteceu ano passado no acidente que quase perdi minha mãe. A notícia chegou, ninguém esperou que fosse muito grave, mas na verdade era. Depois de momentos muitos tensos e apreensivos, recebemos a notícia de que ela está se recuperando bem e daqui uns dias tá pululando aqui novamente. Ainda bem!
Bom, pra quem não sabe, meu relacionamento com meu pai não dos melhores e a situação piorou depois que ele me colocou de castigo. É isso aí, pessoal, to de castigo. Até eu aprender a respeitá-lo [segundo ele, ando muito desobediente. Só porque ele marcou que era pra eu chegar antes das 1h e eu cheguei meia noite e meia. Vai entender], não poderei mais sair nas noites de sexta-feira depois da faculdade. É direto pra casa. Não sei como isso vai resolver alguma coisa, mas paciência, né?
Para completar meu desgosto, minha mãe fez o imenso favor de me caçoar por muitos tempos a respeito do meu incrivelmente pequeno número de sutiã. Claro que, como todos bem devem imaginar, eu caí no choro. E não é que eu chorei por quase um dia seguido? Acho que é o efeito da TPM mal resolvida que se deliciou em atacar furiosamente dessa vez.
Para finalizar as peripécias do meu mês de Maio, eis que eu roubei [sem querer, claro] uma blusa linda maravilhosa da loja Marisa. Percebi mil anos depois quando já estava em outra loja. Que fique claro que a culpa não foi minha se coloquei distraidamente a blusa na minha bolsa e quando eu saí da loja aquelas portas não soaram o barulhinho infernal. Depois que percebi, voltei na Marisa, expliquei que a porta estava com defeito [se bem que na hora que entrei, ela apitou] e acabou que comprei a blusa. Final feliz, pelo menos.
Pensem comigo, só se passaram 6 dias de maio. E meu inferno astral nem começou. Um pouco mais de sorte.
Bom, pra quem não sabe, meu relacionamento com meu pai não dos melhores e a situação piorou depois que ele me colocou de castigo. É isso aí, pessoal, to de castigo. Até eu aprender a respeitá-lo [segundo ele, ando muito desobediente. Só porque ele marcou que era pra eu chegar antes das 1h e eu cheguei meia noite e meia. Vai entender], não poderei mais sair nas noites de sexta-feira depois da faculdade. É direto pra casa. Não sei como isso vai resolver alguma coisa, mas paciência, né?
Para completar meu desgosto, minha mãe fez o imenso favor de me caçoar por muitos tempos a respeito do meu incrivelmente pequeno número de sutiã. Claro que, como todos bem devem imaginar, eu caí no choro. E não é que eu chorei por quase um dia seguido? Acho que é o efeito da TPM mal resolvida que se deliciou em atacar furiosamente dessa vez.
Para finalizar as peripécias do meu mês de Maio, eis que eu roubei [sem querer, claro] uma blusa linda maravilhosa da loja Marisa. Percebi mil anos depois quando já estava em outra loja. Que fique claro que a culpa não foi minha se coloquei distraidamente a blusa na minha bolsa e quando eu saí da loja aquelas portas não soaram o barulhinho infernal. Depois que percebi, voltei na Marisa, expliquei que a porta estava com defeito [se bem que na hora que entrei, ela apitou] e acabou que comprei a blusa. Final feliz, pelo menos.
Pensem comigo, só se passaram 6 dias de maio. E meu inferno astral nem começou. Um pouco mais de sorte.
3 de maio de 2012
Baú e caixinha. Caixinha e baú
Talvez eu devesse ter uma caixinha. Daquelas enfeitadinhas, com vários desenhos bonitinhos e penduricalhos. Ou talvez, dependendo da necessidade, um baú, grande e robusto, daqueles que a gente vê em filme.
Decido que os dois me serviriam, cada um para uma coisa: a caixinha para as coisas meigas e o baú para as não tão meigas assim. O baú é maior, porque é nele que eu guardaria as coisas que não precisam ser mostradas e que são muitas. Os sentimentos ruins que eu não posso deixar com que me escapem. Ou, quem sabe, as emoções ruins que eu quero esconder de mim mesma. Por natureza, não costumo esconder muito as coisas, então a caixinha meiguinha me ajudaria a guardar as coisas boas, apenas para que eu possa sempre vasculhá-la e me apegar mais às alegrias. Com o tempo, a necessidade de uma caixinha maior chegariam e na mudança da caixa pequena para a grande, o risco de uma coisa boa se perder será muito grande e é bem provável que isso aconteça. Como o baú é gigante, as coisas guardadas nele permanecerão.
Talvez eu necessite de uma pequena divisória no baú para as coisas boas, para os sentimentos e emoções. Talvez eu deva me privar de algumas coisas boas para que o baú não fique completamente lotado. Talvez tanto sentimento bom assim seja prejudicial.
Por enquanto, mantenho em ordem, minha caixinha [que já está precisando der trocada por uma maior e mais decorada] e meu baú, cada um com sua respectiva função. E espero que nenhum acidente em minha vida, faça esses dois se abrirem e espalharem seus conteúdos para todos os cantos, se misturando, se desentendendo e se perdendo.
Decido que os dois me serviriam, cada um para uma coisa: a caixinha para as coisas meigas e o baú para as não tão meigas assim. O baú é maior, porque é nele que eu guardaria as coisas que não precisam ser mostradas e que são muitas. Os sentimentos ruins que eu não posso deixar com que me escapem. Ou, quem sabe, as emoções ruins que eu quero esconder de mim mesma. Por natureza, não costumo esconder muito as coisas, então a caixinha meiguinha me ajudaria a guardar as coisas boas, apenas para que eu possa sempre vasculhá-la e me apegar mais às alegrias. Com o tempo, a necessidade de uma caixinha maior chegariam e na mudança da caixa pequena para a grande, o risco de uma coisa boa se perder será muito grande e é bem provável que isso aconteça. Como o baú é gigante, as coisas guardadas nele permanecerão.
Talvez eu necessite de uma pequena divisória no baú para as coisas boas, para os sentimentos e emoções. Talvez eu deva me privar de algumas coisas boas para que o baú não fique completamente lotado. Talvez tanto sentimento bom assim seja prejudicial.
Por enquanto, mantenho em ordem, minha caixinha [que já está precisando der trocada por uma maior e mais decorada] e meu baú, cada um com sua respectiva função. E espero que nenhum acidente em minha vida, faça esses dois se abrirem e espalharem seus conteúdos para todos os cantos, se misturando, se desentendendo e se perdendo.
25 de abril de 2012
Nada mais do que tristeza, sofrimento e desilusão. Quase que "cabô minha vida".
As pessoas falam que as coisas são insubstituíveis e eu descobri hoje que são mesmo! Nada vai repor seu lugar, nada vai me fazer esquecer de você. Nenhum outro vai conquistar o seu espaço no meu coração.
Dizer que não chorei é mentir. Dizer que não tem mais ressentimento no meu coração também.
Volta pra mim, volta.Volta, meu HD. Ressuscite do mundo dos HD's queimados e vem me amar novamente.
Com amor, da sempre sua,
Clara Moriá.
18 de abril de 2012
Não sei por que as pessoas insistem em palpitar na vida dos outros, sem que sua opinião seja requisitada. É incrível como é fácil viver a vida dos outros e esquecer da sua própria.
O caso é que eu descobri que o curso que faço na UFU, Biotecnologia, não é o que eu quero pra minha vida! Não me imagino dentro de um laboratório o dia inteiro, sem ter contato com ninguém, sem poder conversar com ninguém, só por conta de pesquisar e pesquisar. Eu quero mesmo é a conversa! O contato. Tête-à-tête.
Não quero ninguém pegando no meu pé porque largarei uma faculdade federal mimimi. Para quem quer mesmo saber, o UNIPAM dá de mil na UFU. E falo sério.
Se o meu curso de Psicologia significar que eu morrerei de fome, mas serei feliz, eu aceito!
O caso é que eu descobri que o curso que faço na UFU, Biotecnologia, não é o que eu quero pra minha vida! Não me imagino dentro de um laboratório o dia inteiro, sem ter contato com ninguém, sem poder conversar com ninguém, só por conta de pesquisar e pesquisar. Eu quero mesmo é a conversa! O contato. Tête-à-tête.
Não quero ninguém pegando no meu pé porque largarei uma faculdade federal mimimi. Para quem quer mesmo saber, o UNIPAM dá de mil na UFU. E falo sério.
Se o meu curso de Psicologia significar que eu morrerei de fome, mas serei feliz, eu aceito!
28 de março de 2012
Memorial - Linguagem e Comunicação
“Existe aqui uma mulher, uma bruxa, uma princesa, uma diva, que beleza! Escolha o que quiser” (Ana Cañas). Clara Moriá, nome composto. Moriá, Mo - Mônica (mãe), Ri – Riuvânio (pai), Á – amor. 17 anos de amor tanto no nome quanto na vida. Translúcida de nome e ações. Infância muito solitária, porque nunca tive os mesmos interesses das outras crianças, sempre fui um pouco mórbida. Só livros me interessavam, só música clássica e músicas tocadas e cantadas por minha mãe, só discos de vinil, piano da vovó. Sempre procurando por algo que completasse meu mundo solitário. Eis que Harry Potter surge para preencher meu vazio, curar minha carência, exercitar minha imaginação, me ajudar quando precisava de um amigo e me fazer esperar minha carta de Hogwarts. Obviamente – e infelizmente – minha carta foi interceptada, mas nem mesmo isso me fez desistir da magia. Mas já que "Não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer-se de viver" (Alvo Dumbledore), minha vida seguiu seu rumo. Minha vida escolar nunca teve muita emoção: Colégio Marista de Patos de Minas desde sempre. Simples assim, única escola, com os mesmos círculos de amizade. Meu universo se expandiu, quando conheci o Coletivo Peleja – Criação Cultural, que desde 2008, vinculado ao Circuito Fora do Eixo, fomenta a cultura em mais de 200 cidades do mundo. Cresci muito com o Coletivo: aprendi a dialogar, aprendi a falar em público, aprendi que lidar com pessoas é difícil e que a satisfação de fazer um evento que seja um sucesso não tem preço. Hoje, ler é meu hobby. Escrever é minha paixão. Cantar é meu desabafo. Tocar é extravasar emoções.
Minha vida amorosa sempre foi uma frustração de proporções estratosféricas, até que, bem de mansinho, o amor bateu à minha porta. Depois de muita relutância da minha parte, resolvi aceitar a felicidade. Cansei de viver de coisas deprimentes e de viver na solidão. Amo e sou amada, mais do que jamais imaginei que poderia acontecer. “Que seja eterno enquanto dure” (Vinicius de Moraes). Das amizades que fiz, algumas se perderam com a incerteza das coisas, outras permaneceram com as lembranças e a ínfima minoria, levarei comigo para onde quer que eu vá.
Nunca tive muita certeza do que fazer quando crescer, mas de todas as opções, ajudar os outros sempre foi meu objetivo. Ao perceber que o temido e almejado crescimento estava chegando, comecei a perceber que a mente das pessoas era fascinante e que era exatamente a mente que eu queria estudar. Emoções, sensações, reações, pensamentos. Nenhuma pessoa é igual e o que distingue uma das outras é sua essência, aquilo que a Psicologia estuda. “Cada qual acredita que o que tem a dizer é muito mais importante do que qualquer coisa que o outro tenha a contribuir” (Alvo Dumbledore). Não sou assim. Quero ouvir. Quero saber. Quero sentir o que o outro sente e quero ajudar. “Eu não quero me enfeitar, eu não quero esse papel, eu não quero me cobrir de pedrarias, prata e pó. Pra provar: eu sou a única, sou aquela que derrama o amor: pelas paredes, pelas janelas, pelo chão” (Juliana Kehl). Ao final dos cursos (também faço Biotecnologia, que visa à utilização da tecnologia para aumentar a qualidade de vida. Muito amor), quero ser capaz de me dedicar por inteiro à ajuda. Quero ser capaz de fazer as pessoas sentirem que eu só quero o bem. Só quero ajudar. Só quero ver o mundo melhor. Só quero ver um por do sol sentada à sombra, com a sensação de que dever cumprido.
Por fim, nunca fui muito fã de poesia, mas a síntese da minha (ainda breve) vida se encontra nos versos de Mayakovsky, os quais me emocionam toda vez que os leio: "Desabotoado, o coração quase de fora, abria-me ao sol e aos jatos d'água. Entrai com vossas paixões! Galgai-me com vossos amores! Doravante não sou mais dono de meu coração! Nos demais - eu sei, qualquer um o sabe! O coração tem domicílio no peito. Comigo a anatomia ficou louca. Sou todo coração - em todas as partes palpita".
Minha vida amorosa sempre foi uma frustração de proporções estratosféricas, até que, bem de mansinho, o amor bateu à minha porta. Depois de muita relutância da minha parte, resolvi aceitar a felicidade. Cansei de viver de coisas deprimentes e de viver na solidão. Amo e sou amada, mais do que jamais imaginei que poderia acontecer. “Que seja eterno enquanto dure” (Vinicius de Moraes). Das amizades que fiz, algumas se perderam com a incerteza das coisas, outras permaneceram com as lembranças e a ínfima minoria, levarei comigo para onde quer que eu vá.
Nunca tive muita certeza do que fazer quando crescer, mas de todas as opções, ajudar os outros sempre foi meu objetivo. Ao perceber que o temido e almejado crescimento estava chegando, comecei a perceber que a mente das pessoas era fascinante e que era exatamente a mente que eu queria estudar. Emoções, sensações, reações, pensamentos. Nenhuma pessoa é igual e o que distingue uma das outras é sua essência, aquilo que a Psicologia estuda. “Cada qual acredita que o que tem a dizer é muito mais importante do que qualquer coisa que o outro tenha a contribuir” (Alvo Dumbledore). Não sou assim. Quero ouvir. Quero saber. Quero sentir o que o outro sente e quero ajudar. “Eu não quero me enfeitar, eu não quero esse papel, eu não quero me cobrir de pedrarias, prata e pó. Pra provar: eu sou a única, sou aquela que derrama o amor: pelas paredes, pelas janelas, pelo chão” (Juliana Kehl). Ao final dos cursos (também faço Biotecnologia, que visa à utilização da tecnologia para aumentar a qualidade de vida. Muito amor), quero ser capaz de me dedicar por inteiro à ajuda. Quero ser capaz de fazer as pessoas sentirem que eu só quero o bem. Só quero ajudar. Só quero ver o mundo melhor. Só quero ver um por do sol sentada à sombra, com a sensação de que dever cumprido.
Por fim, nunca fui muito fã de poesia, mas a síntese da minha (ainda breve) vida se encontra nos versos de Mayakovsky, os quais me emocionam toda vez que os leio: "Desabotoado, o coração quase de fora, abria-me ao sol e aos jatos d'água. Entrai com vossas paixões! Galgai-me com vossos amores! Doravante não sou mais dono de meu coração! Nos demais - eu sei, qualquer um o sabe! O coração tem domicílio no peito. Comigo a anatomia ficou louca. Sou todo coração - em todas as partes palpita".
15 de fevereiro de 2012
Joinha.

Ó, sei que não sou o melhor exemplo de pessoa extremamente alegre com tudo, porque se eu fosse mesmo, esse blog aqui provavelmente nem existiria. Mas eu me dou bem com minha tristeza. Mas não vem triste pra mim, não! Me dói ver a tristeza dos outros e eu sinto uma necessidade muito urgente de ajudar e de mudar isso [só não consigo, às vezes, mas não por falta de tentativas].
A minha maior experiência foi trabalhando com crianças no período de adaptação na escola. Criança chorando chamando a mãe? Pode mandar pra Tia Clara aqui, que tristeza não tem vez aqui não, vamos dar comida pros coelhinhos. Eficiência em fazer bebês pararem de chorar, a gente vê por aqui.
Mas falando de pessoas crescidas, eu também preciso curar essa tristeza, fazer a pessoa se sentir feliz. A vida é tão linda, tem tanta coisa boa por aí! Tanto lugar pra conhecer, tanto livro pra ler, tanto filme pra ver, tanta gente nova! A vida é linda e uma pessoa triste não parece fazer sentido.
Então, olha aqui, vamos aproveitar a vida. Joinha pra vocês.
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